Empresários de Santa Catarina dizem que movimento foi menor nesta temporada


08 de Mar de 2010 - 09h50min


Pesquisa feita pela Abrasel mostra balanço negativo deste verão






A temporada frustrou as expectativas do segmento de bares e restaurantes no Litoral de Santa Catarina. É o que aponta a segunda etapa de pesquisa da Abrasel-SC com donos de cem restaurantes, ouvidos ao longo desta semana. Para 42% deles, o movimento de turistas foi menor do que no verão passado.

Fevereiro foi considerado pior, contrariando as previsões em torno do feriado de Carnaval. Em todas as regiões do Estado, 35% dos entrevistados avaliaram o mês de janeiro como melhor ou muito melhor do que no verão anterior, e apenas 28% disseram o mesmo sobre fevereiro.

O presidente da Abrasel-SC, Ézio Librizzi, aponta como um dos motivos para explicar o resultado ruim as fortes chuvas ocorridas emSão Paulo e no Rio Grande do Sul.

— Acreditamos que as chuvas causaram transtornos nos principais estados emissores de turistas, o que dificultou a vinda deles para veranear aqui — afirma.

Mesmo assim, gaúchos e paulistas continuam sendo os turistas com maior presença, segundo os estabelecimentos. Em Florianópolis, 29% dos bares e restaurantes afirmaram que havia uma grande quantidade de visitantes dos dois estados.

No Estado, a percepção de 28% dos empresários é que os gaúchos vieram em número maior este ano. Mais da metade dos estabelecimentos da Capital ainda afirmou ter atendido nesta temporada a mais visitantes estrangeiros.

Mais respostas negativas surgiram sobre o poder aquisitivo dos clientes. Dos entrevistados, 37% afirmaram que caiu neste verão.

Falta de mão-de-obra é uma das reclamações

Quando questionados sobre as dificuldades encontradas nessa temporada, os motivos mais lembrados pelos empresários continuam sendo os mesmos citados nas pesquisas anteriores: falta de mão-de-obra qualificada e a deficiência no sistema viário e na infraestrutura.

Para 40% dos entrevistados da Capital, a principal reclamação continua sendo o trânsito. No Norte do Estado, 42% consideraram como maior dificuldade a formação de uma equipe qualificada para atender a demanda. Dos entrevistados no Estado, 15% destacaram a infraestrutura como um agravante, tendo como consequência as quedas de energia e falta de água durante o verão.

A pesquisa engloba estabelecimentos dos litorais Norte, Sul, Central e das principais regiões da Capital, como Lagoa da Conceição, Ilha-Centro, Ilha-Norte e Ilha-Sul.




Fonte: Diário Catarinense

 
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